Celeruil Faelandarel

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Celeruil Faelandarel

Mensagem por E. Casati em Sab Out 27, 2018 5:19 am

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Quando Celeruil nasceu, em uma noite abençoada com a luz completa de Selûne nas clareiras aos sopés das Montanhas Estelares na Floresta Alta, sua mãe o batizou como Aruil, ou, no idioma dos elfos, “orgulho prateado”.


Enquanto seu pai, Celedor, servia como patrulheiro na vanguarda das defesas dos elfos na orla oeste da floresta, Celeruil crescia com sua mãe, Silenna, no coração da floresta e longe dos perigos sempre constantes da Costa da Espada. Por esta razão, Celeruil teve uma infância feliz e rodeada pelo misticismo da Floresta Alta e a beleza, arte e magia dos elfos da lua. Assim como a grande maioria dos Teu’tel’quessir, se apaixonou desde cedo por tudo aquilo que fascinava seu povo, mas, entre tais coisas, a música atingia seu coração com uma força maior.

Estudava música e magia com sua mãe e outros professores, mas até se tornar um jovem adulto, essas coisas eram apenas passatempos, pois a infância de um elfo, sobretudo um elfo da lua, é livre de obrigações. Como quase todas as crianças élficas daquela porção da Floresta Alta, Celeruil cresceu de forma livre. Mas ele viria a conhecer a feiúra e a violência do mundo da forma mais triste, quando seu pai retornou para casa para visitá-lo uma última e definitiva vez.

Ver seu pai - um herói para Celeruil -, morrer diante dele sobre os braços de sua mãe, sem que pudesse fazer nada, vítima de ferimentos fatais infligidos pelos machados dos orcs, inflamou uma chama no âmago do jovem elfo. Uma chama que ele desconhecia até então.

E, desta forma, abandonou a erudição e as artes, e focou seus esforços para aprender outra arte muito prezada pelos elfos: a guerra.

Passou anos praticando arquearia e esgrima, e recebeu seu nome de adulto: Celeruil, ou "arco nobre". Quando pronto, passou a realizar o mesmo dever de seu pai: a patrulha e defesa da orla oeste da Floresta Alta. E foi durante este período que o coração de Celeruil perdeu a inocência. Ali ele testemunhou a violência como nunca antes. Percebeu que a morte de seu pai, por quem ele guardava muito afeto, era apenas mais uma morte em meio a muitas. Patrulhando aquela fronteira, Celeruil perdia companheiros - em alguns casos verdadeiros irmãos para ele -, e via inocentes perderem suas vidas por nenhuma razão nas mãos de monstros ou pessoas cruéis.

Aos poucos foi adquirindo a percepção de que defender seu lar não era suficiente, ele deveria fazer mais. Deveria ir além das fronteiras da Floresta Alta, e caçar tais monstros, destruir os planos vilanescos de pessoas cruéis que visam seus próprios interesses vis e nada mais. E foi com este sentimento que, com a permissão de seus comandantes, Celeruil despediu-se de sua mãe e partiu da Floresta Alta.

Por algum tempo trabalhou como mercenário e aventureiro em Yartar, e, posteriormente, na região mais ao norte, entre Sela Longa e Mirabar, e, por fim, por toda a Fronteira Selvagem e a porção mais oeste das Fronteiras Prateadas. Foi quando colocou seus olhos pela primeira vez sobre Lua Argêntea - A Gema do Norte. E o coração de Celeruil se encheu de esperança novamente, inspirado pela beleza magnífica do lugar.


As cidades dos elfos na Floresta Alta são belas, mas nada se comparava à majestade e imponência de Lua Argêntea, construída à semelhança da cidade élfica perdida de Myth Drannor, emulando-a de várias maneiras, com suas árvores ancestrais e altas torres brancas, com adornos perfeitamente curvos em suas construções de pedra e jardins decorativos em cada canto e varanda. Grifos e hipogrifos carregando cavaleiros nas alturas cruzando os céus, a magia e o aprendizado presentes em toda parte, a música e o riso ouvidos em cada rua, lojas fascinantes, repletas de mapas, livros, itens mágicos e outras mercadorias fabulosas, suas escolas e universidades, e seus templos erguidos a deuses variados: Helm, Lathander, Mielikki, Milil, Mystra, Oghma, Selûne, Silvanus, Sune, Tymora, e os vários deuses anões e élficos. Mas para Celeruil nada se comparava à Ponte da Lua, a estrutura mágica permanente que cruzava o Rio Rauvin, ligando as porções norte e sul da cidade.


Trabalhando em Lua Argêntea Celeruil acabou sendo recrutado pelos Harpistas, muito presentes na cidade. Foi também nesta época que fez suas maiores amizades - que perduram até hoje -, e conheceu seu maior mestre e mentor: Raeranthur Pavaliir, exímio bladesinger e membro da famosa Spellguard. Celeruil conhecia a Tahlaer, a arte bélica dos elfos que misturava perfeitamente a habilidade marcial com lâmina ou arco, a conjuração arcana e a música, pois haviam vários bladesingers e arqueiros arcanos na Floresta Alta, mas em Lua Argêntea esta arte era praticada e ensinada pela Spellguard e os Cavaleiros em Prata de uma forma como ele não havia visto antes.

Após ter alcançado a maestria da Tahlaer, e ter se tornado um agente Harpista, realizando patrulhas e incursões para os Cavaleiros em Prata nas Fronteiras Prateadas, Celeruil conheceu Shandri Evenwood, uma humana paladina de Mystra e Cavaleira do Fogo Místico. Seus caminhos se cruzaram quando Celeruil rastreava uma pequena tribo de orcs que cultuava demônios e guardava uma passagem para o Underdark, na Lurkwood, perto da Espinha do Mundo. Juntamente com Shandri e seu grupo de aventureiros que a acompanhavam (um halfling arcanista chamado Roberc e um humano sacerdote de Azuth chamado Pamil), eles caçaram a tribo de orcs, e Celeruil passou a se aventurar com aquele bando.


Foram quase dois anos de aventuras com aquele grupo sob a liderança de Shandri nas Fronteiras Prateadas e Fronteira Selvagem, realizando tarefas tanto para os Cavaleiros do Fogo Místico, como os Harpistas, os Cavaleiros em Prata de Lua Argêntea, além de outras organizações ou benfeitores daquelas regiões. Enquanto Celeruil criava um forte laço de amizade com Roberc e Pamil - mesmo em um prazo tão curto de convivência (para um elfo) -, nasceu entre ele e Shandri uma ligação de amor verdadeiro.

Mas da mesma forma súbita que havia conhecido e criado laços com aquelas pessoas, Celeruil as perderia para sempre. Em uma emboscada perto de Triboar Celeruil conheceu a perda novamente. Todos os seus companheiros pereceram diante do ataque súbito, e ele sobreviveu apenas porque seus algozes pensaram que estava morto.

De início, seu coração se encheu de tristeza e rancor novamente. Mas, desta vez, Celeruil já estava mais calejado. Havia visto e experienciado muitas coisas, não era mais o jovem ingênuo de quando perdera seu pai. Ao invés de se entregar às dúvidas, ele iria continuar o trabalho que ele, Shandri, Roberc e Pamil faziam.

Para honrar seu amor e amigos caídos, passou a venerar Mystra, a Deusa da Magia. Mais que isso, buscou os Cavaleiros do Fogo Místico para juntar-se a suas fileiras, tornando-se um Shooting Star (uma sub-organização dos Cavaleiros do Fogo Místico).


Desde então, Celeruil percorre a Costa da Espada fazendo seu trabalho como Harpista e Shooting Star, ouvindo e espalhando rumores, caçando monstros e ajudando pessoas em necessidade.


Descrição: Celeruil tem o cabelo branco prateado, raro entre os elfos da lua. Seus olhos são azuis escuros e sua pele é bastante pálida, com uma leve matiz azul gélida - um traço comum aos elfos da lua -, algo perceptível somente em determinadas condições de iluminação (geralmente sob a luz cheia de Selûne). Ele é alto e atlético, com um porte nobre. Tem uma expressão facial naturalmente severa, algo que ele consegue se livrar quando precisa colher informações e espalhar rumores por onde passa. Usa uma armadura de couro batido marrom escuro, e uma capa com capuz verde musgo, para facilitar a camuflagem. Não carrega nenhum símbolo consigo, a não ser o pingente em forma de estrela preso a uma corrente de prata - um símbolo de Mystra -, que pegou do corpo de Shandri. Nas costas, além do arco longo, aljavas, um escudo de madeira e uma mochila com seus pertences, carrega um alaúde que costuma tocar quando está sozinho. Duas cimitarras e adagas pendem da cintura.

Alignment: Chaotic Good

Personality Traits:
• I am always calm, no matter the situation. I never raise my voice or let my emotions control me.
• I idolize a parlicular hero of my faith, and constantly refer to that person's deeds and example (Shandri).

Ideals:
• Charity. I always try to help those in need, no matter what the personal cost. (Good)

Bonds:
• Someone I loved died because of a mistake I made. That will never happen again.

Flaws:
• I judge others harshly, and myself even more severely.

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Hunting Grounds: Chapel Hills
uma crônica de Lobisomem: os Destituídos.

Appalachian Moonrise
uma crônica de Lobisomem: o Apocalipse.

Legado e Traição
uma mini-campanha de Lenda dos Cinco Anéis 4e.
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E. Casati
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