Llywelyn Glyndwr

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Llywelyn Glyndwr

Mensagem por Shox em Seg Jul 24, 2017 9:55 pm

13 13 14 15 15 17
Llywelyn Glyndwr


RESUMO do background

...


str: 18 dex: 15 con: 16 int: 13 wis: 14 char: 13
Raça: human
Classe: Fighter
Alinhamento: G/L
background: Soldier (cavalry)
Nome: Llywelyn Glyndwr

Feat: Mounted combatent

skills: Athletics, intimidation (bg), Acrobatics, animal handling (classe), perception (raça)
tools proficiencies: dice, vehicle (land)

Equipment: An insignia of rank, a trophy taken from a fallen enemy (a dagger, broken blade, or piece of a banner), a set o f bone dice or deck o f cards, a set of common clothes, and a belt pouch containing 10 gp
- chain mail
- shield and a lance
- two handaxe
- dungeoneer´s pack

Habilidade de classe:
Fighting style: Defense
Second wind


Última edição por Shox em Dom Ago 20, 2017 4:46 pm, editado 4 vez(es)
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Re: Llywelyn Glyndwr

Mensagem por Shox em Seg Jul 24, 2017 9:59 pm

BACKGROUND - Deldred En Dearthar

"Conhecimento é poder", isso era algo que meu mestre sempre me dizia e me incentivava a ir atrás. Há muitos anos o mestre Huegon saiu de neverwinter e foi para Yartar, "minha" cidade. Arrumou um escritório e montou um laboratório para estudos. Praticamente não existia nada pelo que ele não se interessava, parecia conhecer tudo sobre praticamente tudo, menos como reverter os efeitos da idade, o que, por óbvio, também era objeto de seus estudos. Devido a isso, e aliado a minha extrema necessidade em arrumar algum dinheiro de maneira fácil, acabei virando seu ajudante.

Com o tempo, e devido à minha curiosidade e certo interesse, acabei virando um pouco de aprendiz também. Bom, ao menos em teoria, pois na prática ainda era um desastre. Então, eu que fui parar em Yartar largado por uma caravana que se desmanchou devido a um ataque de hobgoblin ainda pequeno, e que desde então vivia em busca de uns trocados prestando vários bicos aqui e ali pela cidade inteira, me vi em um local totalmente mágico, como era o laboratório do mestre com suas várias poções borbulhantes, caldeirão fervente, bola de cristal e livros e mais livros empilhados onde quer que fosse. Uma verdadeira bagunça, porém organizada, é claro, pois ele sabia exatamente onde havia deixado cada coisa. Um velho astuto, pode-se dizer.

Meu trabalho era buscar e carregar as coisas, e tomar cuidado, muito cuidado, para não quebrar nada de muito valor. Mas, depois, era só ver a magia acontecer. Uns 6 meses depois na maioria das vezes, pra falar a verdade.
"As vezes a magia leva algum tempo...", ele dizia no auge da velhice, mas para mim, tempo era algo que ele não tinha. Nunca entendi porque a paciência era maior em velhos do que nos mais jovens como eu, mas essa com certeza era uma virtude a qual ele exercia com facilidade.
Enfim, nunca soube realmente porque ele estudava tanto, e nem porque se dedicava com afinco a certos objetos de estudo. Conversávamos sobre tudo, no entanto, havia algumas coisas que eu sentia que ele preferia deixar em segredo. Quando lhe perguntava o que era, ele simplesmente respondia:

"tudo a seu tempo, meu aprendiz...", e depois sorria.

Certa noite, enquanto ele estudava as estrelas no observatório no terraço, eu trabalhava limpando a sala. Também havia alguns livros que precisavam ser guardados nas estantes lá do porão. A bagunça organizada precisava ser organizada, este era o meu trabalho afinal, e a noite pelo visto seria longa, ou parecia ser.

Guardei a vassoura na cozinha e comecei a descer as pilhas de livros pela escada helicoidal nos fundos do escritório. O local todo era uma grande torre arredonda um tanto afastada da cidade afim de evitar o barulho, mas ainda sim meio perto. Antigo e um tanto abandonado antes da chegada do velho mago. A escadaria para o porão eram um desafio a parte. Estreita e íngreme, era de difícil acesso, ainda mais quando se carrega pilhas e mais pilhas de livros pesados. Se conhecimento é poder, então naquela escada era onde eu definitivamente reinava absoluto. Conhecia praticamente cada detalhe dela de tanto que a usava durante os dias, principalmente no último mês que, devido à idade do mestre, eu era praticamente o único que subia e descia por ela. Eu e alguns ratos, mas eu ainda era o poderoso do pedaço.

Bom, na terceira pilha de livros que descia cheguei ao porão já meio cansado. As velas localizadas nos quatros pontos cardeais, segundo o mestre para propósitos mágicos, iluminavam as estantes dispostas ao longo da parede circular. O belo tapete em tom escuro ao centro dava o toque místico com uma espécie de padrão um tanto quanto hipnótico ao se olhar, e o incenso finalizava disfarçando o cheiro de livro e madeira velha. Um copo d'água também era mantido ali numa mesinha entre as estantes, não me pergunte porque, só sei que não deveria mexer nele e que precisava acender o incenso de tempos em tempos.

Os ratos faziam a festa ali naquela noite com alguns restos de comida que deixei cair no dia anterior. Eu era o poderoso ali, aquele que raciocina e que começou a estudar magia, mas não estava sendo páreo para os pequenos animais. De todo conhecimento adquirido eu não conseguia usar nada para me livrar daquelas pragas. De repente, um deles entra por de baixo do tapete. Aquele seria uma presa fácil. Peguei um livro grosso e me joguei rumo ao centro do tapete caindo no chão e batendo com o pesado livro em cima do rato.

O barulho que esperava não veio. Pelo contrário, parecia um barulho de pedra oca e meio abafado pelo tapete. Aquilo me intrigou. Levantei o tapete e não havia mais rato, somente um alçapão pequeno de pedra no mesmo estilo do piso. Achava que finalmente havia mostrado ao rato o poder e o peso do conhecimento, mas aquilo era tudo que havia encontrado no chão.

Minha curiosidade atiçou. Afinal, por que um alçapão daquele ali naquele lugar? Precisava saber o que havia por trás daquilo. Precisava desvendar esse mistério.

Com a ajuda de uma alavanca improvisada de um castiçal, ou candelabro, nunca sei a diferença, ergui a tampa. Não era muito pesada, mas devido ao espaçamento, era de difícil pegada. Parecia haver ali dentro um cubo de vidro depositado. O reflexo da luz da vela não me deixava ver o seu interior. Estiquei o braço e levantei o cubo para fora do buraco. Quase cai eu mesmo no pequeno buraco quando vi que havia uma pessoa lá dentro.

Um cubo mágico completamente selado, e ao que parecia, muito resistente também porque o derrubei no chão com o susto ao ver uma silhueta humana dentro dele. Cansei de ver béqueres, tubos de ensaio e balões de fundo chato se despedaçarem no chão quando derrubados, principalmente por mim, admito. Mas aquele vidro ali ficou intacto...e com um pessoa ali dentro...

Ahhh, as surpresas do laboratório do mestre Huegon! Nunca se sabe se ao correr para o banheiro lá fora você não acaba saindo no terraço. O velho gostava de pregar essa peça em mim...

Pois bem, me recuperei do susto e logo comecei a examinar melhor aquele objeto. De fato, meus olhos não haviam se enganado. Dentro do recipiente de vidro havia uma mulher bela e sedutora de cabelos ruivos bem avermelhados com um decote extremamente provocante num vestido justo e sensual que realçava seu quadril. Aliás, que decote! Só que naquele momento eles eram muito...pequenos.

Fiquei paralisado e olhando encantado para toda aquela...ah, não tenho expressão! Aquilo sim era poder, verdadeiro poder. Digo, conhecimento é importante, mas não se compara àquilo. Com certeza aquilo devia ser a verdadeira fonte de poder mágico do meu mestre, e não todos aqueles livros. Por isso ela estava presa ali. Isso é o que penso até hoje.

Minha divagação parou quando ela falou comigo. Uma voz sedutoramente doce que parecia falar com todos os meus sentimentos e desejos, inclusive os mais carnais, dos mais aflorados aos mais profundos. Tudo parecia se misturar numa coisa só. Eu precisava retirá-la de lá. Aquela mulher não merecia ficar presa daquele jeito, e eu...eu precisava estar envolvido com um poder daquele. O verdadeiro poder que existe.

"Quem é você?", foi a primeira coisa que ela me disse. Ainda meio estupefato eu apenas assenti positivamente com a cabeça, e ela riu e continuou. Disse que se chamava Perva Saint e que já estava presa ali há um bom tempo, tudo porque mestre tinha ciúmes dela, enorme ciúmes - e com razão, eu pensei na hora. Afinal, quem não ia querer uma mulher daquela só para ele. Ela era mágica! Eu já tinha quase certeza que o grande poder mágico do mestre vinha na verdade dela...só não entendia como.

Só podia ser, pois foi o que ela me ofereceu para tirá-la de lá. Se eu a libertasse de lá ela seria só minha, uma união mágica e poderosa. Não o que advém dos livros, pois dos livros é um poder estático e solitário. Não há poder algum quando se está o tempo inteiro só. Mas, um poder mágico dinâmico e expansivo, quase ilimitado, pois não está só, esquecido e abandonado numa cidade, ou num buraco qualquer. Um poder além dos que os livros ou o conhecimento traz. E para aquilo, minha única resposta só poderia ser sim!

O vidro era praticamente inquebrável, muito duro e resistente, e ainda, poderia ser perigoso para a Perva Saint que estava lá dentro. Ela poderia se machucar dependendo da forma como eu o quebrasse. Foi então que ela me perguntou se ela poderia me ajudar. Não compreendi direito na hora, pois a simples presença dela ali já era uma inspiração para mim, mas seria uma desfeita com alguém como ela se eu disse que não. Foi então que compreendi que o invólucro era mágico e somente magia poderia abri-lo, a magia da nossa relação, a magia de tê-la descoberto daquele jeito. E então eu senti o poder mágico fluindo em mim e através das minhas mãos.

Usei isso contra o vidro e ele simplesmente desapareceu ante meus olhos. Um brilho vermelho surgiu depois disso e na minha frente estava ela em seu estado normal, ainda mais poderosa e encantadora. Cochichou suavemente em meu ouvindo que ainda precisava fazer uma coisa para que nossa relação se completasse, e o leve toque de sua boca no meu ouvido me fez arrepiar por inteiro. Então ela beijou a minha boca dizendo "você é meu!" e se foi...

Ahhh, como aquilo foi maravilhoso!!

Depois disso escutei barulho de coisas caindo vindo de cima. Parecia uma briga de bar ou de uma esposa traída esculachando seu marido atirando coisas contra a parede. Isso quebrou todo o clima gostoso em que estava vivendo, mais ainda ao ouvir uma explosão. Corri tentando subir, mas já era impossível. O fogo já consumia grande parte da torre, principalmente a parte de cima. Só tive tempo de correr pela minha vida e ver, do lado de fora, tudo sendo consumido pelo fogo.

Do sublime êxtase prazeroso ao desespero e incredulidade de ver todo o trabalho do meu mestre sendo queimado, e nem sinal dele. Olhando fixamente para as chamas do terraço ainda consegui vê-lo completamente envolto em chamas, mas sem esboçar nenhuma expressão de dor. Por trás dele havia uma figura horripilante com olhos em brasa incandescente, asas de morcegos, e um sorriso de prazer vingativo nos lábios que se esvaiu em meio as chamas.

Desde então vago pelo vale. Busco respostas e trabalho para me sustentar, além, é claro, de gostosas companhias. Alguém com a beleza e sensualidade de Saint. É incrível como o encontro de duas belas almas pode ser algo mágico, não é mesmo? Assim como neste momento em que estou com você, Erelot...Quer sentir algo mais mágico ainda?
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Re: Llywelyn Glyndwr

Mensagem por Vinicius Marinho em Sex Jul 28, 2017 11:20 am

Ficou muito legal! Gostei da referência à Sylvia Saint! HAAHAHAHAHAH

Vinicius Marinho
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Re: Llywelyn Glyndwr

Mensagem por Shox em Sex Jul 28, 2017 7:31 pm

Vinicius Marinho escreveu:Ficou muito legal! Gostei da referência à Sylvia Saint! HAAHAHAHAHAH

hauhauahuahuahuhauhuah Ela sim é poderosa também. Alvo de muitas homenagens...
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Re: Llywelyn Glyndwr

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