Resumo - Fyrax Ib-yin Vallunium

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Resumo - Fyrax Ib-yin Vallunium

Mensagem por dvdvecna em Ter Mar 28, 2017 11:02 pm

Resumo 01 – Sessão dia 25/03/2017 – Fyrax Ib-yin Vallunium
Após nossa batalha com a cria da “Poedeira”, encontramos o covil de Slick nas redondezas e como ele não mais iria fazer uso de seu tesouro, decidimos levar conosco. Encontramos coisas interessantes e itens que poderiam nos ajudar em batalha. Se todas as crias da “poedeira” forem como Slick em breve seremos os mais ricos de Zandor.

Nesse caminhar, que durou 3 dias e meio, procurei terminar o que havia começado há algum tempo, agora que tinha algumas escamas da cria da “poedeira”, com muita dificuldade comecei a imbuir meu foco arcano, moldar meu cajado e demonstrar minha origem, como Skchar previu quando me prostrou ao chão em nossa luta e com seus olhos marejados de ódio e arrependimento me disse que eu deveria me fortalecer antes de lutar contra ele novamente. Apenas Heilel viu o que eu estava fazendo e me ajudou um pouco. Honrando meu sangue, minha origem e a força em meu coração, “Kamahi kaha Vallond” – O “Cajado da Força de Vallond” foi criado e nomeado, com muito esforço, concentração e foco. O cobri com um saco para que seu poder se concentrasse mais e só fosse revelado no momento certo, enquanto isso, seguimos viagem.



Com muito penar, pela carga e porque nossas montarias estavam muito atrás de nós, sendo guiados pela égua Isthar de Heilel. Tivemos que usar de nossas forças para carregar tudo que encontramos, por sorte nossa viagem foi tranquila. Exaustos, encontramos o acampamento do que era para ser a resistência élfica, mas a única coisa que percebi foi a presença de poucos elfos e alguns meio-elfos que nos olhavam, alguns com admiração e surpresa, outros com desdém, mas todos com um olhar longe, triste e apático. Laratrix nos deixou, dizendo a direção para onde deveríamos ir, encontrar os comandantes daquele lugar. Maiev parece ter encontrado alguns conhecidos seus e se afastou do grupo para poder saudá-los e resolver de assuntos que apenas lhe cabiam saber. Maradrin também, se juntando a nós mais tarde.



O mais estranho para mim era o fato de que, os elfos não estavam em casas entalhadas nos gigantescos carvalhos como me contava Baldo em minha infância, mas sim em cabanas e choupanas de madeira e tábuas ordinariamente construídas. Deixamos nossa carga na entrada da cabana onde estavam os comandantes, ao chegarmos na entrada um guarda com o mesmo olhar sem vida, nos interpelou em élfico, fiz questão de traduzir para Chinook e Heilel já que Maradrin ainda não havia se juntado a nós. Disse ao guarda que Laratrix nos enviou e mostramos as escamas que sobraram de Slick, olhando desconfiado ele falou com os que estavam lá dentro nos fazendo aguardar mais um pouco e nos olhando ainda com aqueles olhos sem vida. Após algum tempo o guarda nos conduziu a uma antessala cheia de espadas encostadas num canto da parede e no outro um odre com agua e alguns copos. Acredito que todos nos servimos da água, refrescante, depois de alguns dias de caminhada com carga, para mim era a melhor água até o momento.

Em seguida fomos convocados para outra sala um pouco maior com uma mesa comprida e bancos únicos de ambos os lados e uma cadeira na ponta. Lá, três elfos nos aguardavam. Um vestia indumentárias comuns com adornos élficos e nos recebeu com o que posso dizer, um quinto de sorriso e uma saudação respeitosa e os mesmo olhos apáticos, falando em comum, aliviando Heilel e Chinook de depender de mim ou Maradrim para traduzir para eles. Morgol’don era seu nome. Falamos que viemos da desolação e o que enfrentamos. Perguntei o que aconteceu, pois percebi que todos estavam entediados ao meu ver. A resposta foi mais chocante para nós, sua comandante, Anafílien, foi traída por alguém muito próximo e raptada pela hoste de Slakish (coloque aqui um cuspe ao chão), logo entendi que seus olhos não estavam entediados, estavam tristes e desgostosos, decepcionados pela traição de um dos seus mais confiáveis e pressupus que muitos soldados também debandaram por esse motivo, acredito que alguns até se voltaram contra os seus nesse momento. O moral daquele que um dia foi um exército estava em ruínas.

Laratrix também chega ao comando e atravessando a sala fala com Melila enquanto eu entregava a Morgol’don alguns pergaminhos que encontramos ao enfrentarmos Yuan-tis que diziam que a “poedeira” estava expandindo seu território pela desolação de Patapatani e construindo postos avançados. Morgol’don se espanta com as informações e chama a outra elfa da sala, Melila é como a chamam, e se afastam um pouco de nós para analisarem melhor o que acabaram de receber. Quanto isso o terceiro elemento da sala se aproxima de nós, este, mais austero e marcado por batalhas, como um comandante de guerra, Siminaithor, seus olhos não estavam tão opacos e sem vida como o dos outros, parecia ter uma brasa ou labaredas aguardando o momento para extinguir a vida de seus inimigos, mas ainda sem animo ou força de vontade. Heilel perguntou por mais detalhes do que aconteceu e, chamando a atenção de um dos guardas que estavam quase caindo do seu posto de sono, cuspiu no chão, procurou por algo na cintura e se decepcionou mais uma vez. Contou-nos o que vinha ocorrendo nos últimos dias e como aconteceu a traição. Heilel falou do nosso encontro com Quirax o centauro e algo que agradou os ouvidos de Siminaithor e isso pareceu o animar um pouco mais e no mesmo instante em que procurava novamente o cabo da espada, decepcionou-se novamente agarrando um odre de vinho, oferecendo-o para nós após tomar um grande gole, aceitei e enchi meu copo. Siminaithor continuou dizendo para nós que, para eles, é proibido entrar portando suas armas, deixando-as do lado de fora.



Heilel perguntou do triunvirato que é como ele conhece um comando formado por 3 pessoas e Siminaithor mais uma vez disse que gostou do jeito com que Heilel fala e se comporta, então explicou que cada um tem uma função, Melila gerencia os arcanos do grupo e tudo que envolve as forças mágicas, Morgol’don é o estrategista e orador, mais como um diplomata enquanto ele estava mais do que óbvio para nós que era o mestre de armas daquele lugar. Querendo mais uma vez pegar em sua espada o general se decepcionou mais uma vez e antes que eu perguntasse do porquê tantas espadas do lado de fora, um mensageiro chega esbaforido e cansado, como se corresse uma maratona (segundo Heilel e suas histórias), Chinook no mesmo instante conforta o mensageiro que entrega um pacote para Siminaithor e eu lhe ofereço meu copo que ainda continha um pouco de vinho para que tomasse fôlego. Chinook mais uma vez o conforta e ele recobra um pouco de energia, falando rapidamente em élfico com Morgol’don e Melina, ele sai e faz uma reverência em agradecimento para Chinook.

Os três elfos debatem entre si e se voltam para nós, dizendo que a “Poedeira” está tramando junto com seus novos lacaios, os yuan-tis, algo para fortalecê-los e também se fortalecer. Morgol’don nos pede para seguirmos para o norte para conseguir interceptar um grupo de elfos que foram atacados por esses seres. Se possível trazer a mensagem que carregavam consigo. Siminaithor solicita ao guarda chamar uma pessoa enquanto Melila e Morgol’don nos instruía e nos agradecia pela nossa chegada, que era em boa hora, pois estávamos muito mais animados que seus soldados em acabar de vez com o domínio do dragão verde. Saímos dali e encontramos Tirlaiiel, uma elfa pouco mais baixa que Laratrix, mas provou-se tão habilidosa quanto. Seria nossa guia para o ponto onde o mensageiro indicou e lá começaria nossa caçada contra a poedeira.
Após algumas horas de marcha em direção norte, indago Tirlaiiel sobre os gigantes das montanhas, ela, pareceu não ligar muito, bom eu tenho lembranças das pedras voando em nossa direção enquanto cavalgávamos pela orla norte da floresta aos pés das montanhas. Logo ela nos interrompe e pede para que prestemos atenção a frente. Até mesmo para um descendente de dragão como eu, não conseguiria olhar para a horrenda coisa humanoide que farejava o ar, presas saindo de sua mandíbula, olhos pequenos e língua bifurcada, antebraços longos e garras afiadas em suas extremidades. Parecia um tipo de cobra com braços e pernas muito mal-feitos.



Maradrim e Chinook começaram se aproximar cuidadosamente. Tirlaiiel arremessa uma de suas adagas mas acerta uma árvore revelando nossa posição. Os seres asquerosos ainda estavam surpresos quando tirei a cobertura de meu cajado e revelei o busto de Vallond, Kamahi kaha Vallond abriu sua boca liberando a orbe de onde retirei um pequeno pedaço de gelo e arremessei atrás deles, explodindo em estacas de gelo que empalou um deles e feriu outros que estava atrás de uma árvore. Chinook e Maradrim alvejavam outros com suas flechas enquanto Heilel flanqueava junto com Tirlaiiel outro grupo dessas criaturas que facilmente foram derrotados.
Algumas dessas aberrações estavam em cima de uma pedra e uma abertura parecida com uma caverna esculpida parecendo ameias sem guarda-corpo. Uma dessas criaturas sumiu de nossas vistas enquanto ainda derrotávamos facilmente as restantes, quando Heilel correu e saltou para a parte de cima da caverna, descobrindo um buraco onde havia mais dessas criaturas e ele deu cabo de todas elas. Depois todos nós subimos, a escuridão tomava conta do lugar um silencio tenebroso também. Vasculhamos algumas alcovas, desconfiei que ali poderia ser um posto avançado da “Poedeira” e continuamos avançando, descendo por uma escada, Heilel estava à frente quando algo o surpreende e seu escudo o protege de tomar um golpe mortal de uma lâmina pendular. Em seguida somos surpreendidos por um estrondo como se algo estivesse esmagando pedras logo a frente.



Ele entoa uma de suas orações e ilumina a ponta de uma lança que carrega, arremessando-a em frente isso nos ajuda a enxergar melhor a situação. Estamos num corredor intransponível, algo colocado lá pelas escorias da “poedeira” para que o que fosse que estivessem fazendo ali não fosse impedido. O corredor é cheio de laminas pendulares até certa distância e logo depois por bate-estacas. Equanto isso Maradrim estuda o movimento das lâminas, tal qual Chinook também, eu e Tirlaiiel temos a ideia de jogar um dos barris que estava nas alcovas no meio das lâminas, prevendo que estas se fossem destruídas seus anéis de metal fariam as laminas pararem, para nossa total decepção, os movimentos das laminas eram independentes e só fizemos deixá-las mais lentas por um breve instante voltando a moer madeira e metal como banha numa panela quente. Depois disso, tive a ideia de usar do meu mais novo poder que vinha treinando e aprendendo no decorrer da viagem. Querendo congelar as lâminas, falho criticamente, elas apenas ficaram mais lentas novamente por um instante. Até que lembro do presente de Maddog e passo para Heilel que consegue parar uma das lâminas que força o bastão mágico, nesse instante, Chinnok e Maradrin junto com Tirlaiiel decidem atravessar o corredor de lâminas desviando delas por pouco algumas vezes são atingidos, mas conseguem resistir, Heilel e eu decidimos destruir a lâmina parada pensando que fazendo isso talvez todo o sistema seria danificado. Quando a primeira lamina foi quebrada, nada mudou, esforço em vão, sendo no último degrau da escada e procuro entender melhor a dança das laminas, quando consigo entender, digo a Heilel para que desista desse esforço inútil e corramos adiante, ele ainda insiste em quebrar a segunda lamina parada pelo bastão enquanto uso de toda minha força e agilidade para atravessar o corredor mortal. Sou atingido algumas vezes e quase fui ao encontro do meu avô mas consigo vencer o primeiro desafio. No corredor de estacas, Chinook, Maradrim e Tirlaiiel esquivavam e se protegiam como podiam, eu ainda teria que passar por essa parte. Heilei ainda brigava com a lamina parada pelo bastão, mas via nele o cansaço e a vontade de seguir seus companheiros.

Avistei Maradrim e Chinook chegando a uma parte do corredor que mais à frente descia uma escada, quando vejo o pavor no rosto de Maradrim, ele retorna como louco para as estacas e Chinook sem entender interrompe seu avanço. Isso faz com que Chinook também volte correndo para as estacas como se elas não estivessem ali. Enquanto Tirlaiiel e eu ainda lutávamos para escapar das estacas que aleatoriamente caíam sobre nós. Tirlaiiel num folego só desvia das estacas, tomando de raspão algumas e avança em direção a escada, sendo alertada por Chinook de um buraco que não conseguíamos ver, ela o ignora e saindo de minha vista desce as escadas.

Maradrim parece acordar do devaneio pavoroso que o tomava e retoma a corrida em direção a escada, eu vou logo em seguida conseguindo chegar aos primeiros degraus sem mais ferimentos que já tinha. Enquanto Heilel ainda lutava contra a segunda lâmina e Chinook ainda delirava de pavor. Pouco tempo depois Chinook passa por mim, parece que conseguiu acordar do seu delírio. Eu ainda imaginava onde estaria Heilel.

Segui por um corredor comprido cheio de peles de cobras e o que parecia membros esquartejados espalhados por toda sua extensão até um portal em arco e mais à frente o que parecia um altar em forma de zigurate. Aproximando mais, consegui ouvir um tipo de cântico, oração ou entoada numa língua inteligível, mas que já tinha ouvido antes, a língua das cobras. Aproximando cada vez mais, eu e os outros avistamos uma projeção e sombra gigantesca e estranha para nós. E eu ainda me perguntava, onde estava Heilel, não ouvi grito ou qualquer outro som estranho vindo pelo corredor mortal, torcia para que meu amigo ainda estivesse vivo e atravessando aquele lugar.

Entramos no salão procurando fazer o mais silencioso possível, o salão continha estátuas de gigantes cobras como pilares de sustentação todas voltadas para o centro com olhos verdes brilhantes, acredito que eram pedras preciosas, até que Maradrim avista um ser mais horrendo que as criaturas que enfrentamos na entrada deste covil. Sua baça eram 6 cobras enquanto o torso parecia de um ser humanoide e a outra metade se estendia por um corpo de cobra gigante. O elfo o acerta com uma de suas flechas, porém o monstro gigantesco corre em direção ao arqueiro que é agarrado pelo seu corpo ofídico. Nesse momento, Chinook avança em direção ao monstro junto com Tirlaiiel, enquanto convoco os poderes de meu avô e meu pai através do meu cajado para poder derrotar o ser vil. Maradrim está muito machucado, mas parece que Chinook sempre o invocava para atacá-lo fazendo com que o ser não machucasse mais nosso companheiro arqueiro. Consigo com minha magia enfraquecer ainda mais a criatura enquanto Chinook e Tirlaiiel o cortava com sequência de golpes. Mais uma vez o acerto com meus dotes mágicos e nesse instante Heilel chega a sala, mas sua ajuda não era necessária, a criatura cai com o golpe de Chinook. Soltando Maradrim, a quem vou para ajudar a se levantar e se recompor.



Depois disso, vasculhamos a sala em busca de pistas, Tirlaiiel encontra a mochila de um dos seus companheiros elfos e nela a mensagem que estávamos procurando. Investigando um pouco mais, o braseiro no centro da sala queimava o que parecia ser dois corações e alguns membros que daquelas criaturas asquerosas e o que parecia ser também de outros humanoides. Infelizmente não conseguimos encontrar mais nada. Fizemos um breve descanso para nos recompor enquanto procurávamos uma saída sem ser a sala mortal que nos alertava de longe com seu bate-estacas. De nada resolveu, teríamos que enfrentar novamente a sala, mas sabendo já de seus perigos, estávamos mais preparados.




Mesmo assim ainda fui tomado por um pavor ao parar próximo as estacas. Algo anuviava minha visão, enxerguei Vallond, meu avô sendo morto pela lagartixa vermelha e logo depois a própria lagartixa estava muito maior e me esmagava em suas garras, rindo de mim, rindo de meu avô, rindo de meu pai. Corri ainda mais na direção das estacas e só pensava em sair dali, sendo ferido e desviando das armadilhas com alguma sorte, cheguei ao outro lado ainda com fôlego seguido pelos meus companheiros. Saímos dali para, de preferência, nunca mais voltar.

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