Batalha de Merim

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Batalha de Merim

Mensagem por Felipe Savino em Seg Nov 28, 2016 11:49 pm

Ano 5486

Alguns dizem que estava chovendo, outros dizem que o Sol brilhava forte como nunca, mas uma coisa era clara, havia muito sangue. A Batalha de Merim, como ficou conhecida depois, está gravada como uma das mais violentas da história de Zandor. As hostes do Terrível Lagarto Vermelho eram enormes, milhares de goblinóides se juntavam a trolls, orcs, homens, ogros e até alguns elfos e anões.

Já o exército de Bronze, como ficou conhecido depois, era composto principalmente de homens, anões, elfos e orcs. Que tinham jurado se ajudar numa época de grande dificuldade, quando os demônios estavam invadindo o continente.

O embate foi duro, era uma visão que doía ao se ver. Corpos jogados no chão perto dos muros de Merim, flechas e setas aos milhares no céu, cortando e penetrando onde quer que acertassem, fosse malha, carne, osso, madeira ou pedra. Machados racharam escudos, espadas penetraram nos elos das cotas de malha, flechas deixavam cegos e mancos para trás. Martelos, clavas e porretes quebravam ossos. O cheiro de sangue, fezes e urina eram fortes no ar, e foram fortes pelos dias que passaram durante a árdua batalha, relâmpagos, bolas de fogo e cones de energia quebravam a moral dos dois grupos que se enfrentavam, mas os clérigos estavam lá, dos dois lados, tanto sob a bandeira da chama ardente, quanto sob a bandeira das ondas quebrando, arrefecendo a dor.

Lerishna e Varkatosh, dois símbolos de poder, um de bondade e outro de tirania, ambos temendo o embate final entre as duas forças. Foram semanas até um dos lados mostrar sinal de fraqueza, pois em ambos havia uma estrondante vontade de lutar. Cada um seguia ideais que eram certos para cada um, e não queriam mostrar sinais de fraqueza para seus líderes. E essa foi uma batalha para se ter orgulho, não havia recuo, nas noites os turnos de guarda eram sempre muito tensos, mas não havia reclamação, afinal, eles lutavam pela sua liberdade, eles lutavam pelos seus direitos.

Na terceira semana, os seguidores do Dragão Escarlate começaram a baquear, eles acreditavam em seu deus, pois Varkatosh que assim já era visto por eles, estaria ao seu lado. Não foi bem assim. Varkatosh de fato foi visto voando em alguns dias da batalha, mas ele não se colocaria em risco, não ele tão esperto, mas o mesmo não podia ser dito de Lerishna, que sabia que o exército ruiria caso ela perecesse como Vallond. Muitos guerreiros sobreviventes juram ter visto a própria Guerreira Submarina lado a lado com seu escudo de bronze. E talvez tenha sido isso que levou o estandarte das ondas quebrando para dentro de Merim.

Varkatosh não foi achado na cidade, claramente ele havia recuado. Meses se passaram até que Merim fosse totalmente reestabelecida, e anos até que novamente as pessoas tivessem coragem de ter uma vida um pouco normal, pois dessa vez a cidade devia se repovoar por conta própria e não por vontade do grande lagarto.

6 anos se passaram desde esse dia e que mais sofreu após essa gigantesca batalha, com certeza foram os povos ao redor do grande vulcão, pois aparentemente algo estava acontecendo por lá enquanto o Tormento Carmim estava para o Sul. Ele queimou mais uma parte da floresta de Patapatani, para o ódio da Senhora da Floresta, aumentando o alcance de sua floresta das cinzas, cada dia que se passou o norte do ermo se tornou mais quente, cada vez mais ouviram-se rumores de ataques nas estradas que por ali passam e cada vez mais vilas sendo chacinadas e queimadas até o chão, sobrando apenas cinzas. O dragão tem ficado mais silencioso nos últimos dois anos, e isso não deve ser nada bom. Dizem que é possível se ver um ponto vermelho voando perto do vulcão, mas ninguém em sã consciência passa muito perto para checar.

Enquanto isso, o deserto foi dominado de vez por Crígarus e não há lugar seguro fora das cidades. O mesmo pode se dizer na grande floresta do Norte, que antes era conhecida por sua paz, agora é cada vez mais sombria e ameaçadora. No pântano que ninguém entrava, agora coisas saem, e são comuns os relatos de aldeões de vilas próximas chegarem nas cidades pedindo ajuda contra aqueles que andam sem vida. E no longínquo norte, aparentemente algo despertou, e tem trazido cada vez mais nevascas, mesmo no verão, os mares do Nordeste já não são mais tão seguros, e as rotas que saiam de Norin já não são frequentes como outrora.
Há males que vem para o bem, mas aparentemente o contrário também é verdadeiro. Zandor não é mais um lugar tão seguro quanto já foi, ficar em cidades é o mínimo que se deve fazer para tentar ter uma noite tranquila de sono, e mais do que nunca precisamos daqueles que ajudam os outros, pelo bem que isso faz.


Última edição por Felipe Savino em Qui Fev 02, 2017 11:51 am, editado 1 vez(es)
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Re: Batalha de Merim

Mensagem por pp90 em Ter Nov 29, 2016 12:46 am

Esse dia foi louco



põe louco nisso.

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